- Deixa isso comigo.
- Tudo bem. Vou no hospital, quando voltar planejamos melhor.
Laplace saiu, foi rumo ao hospital e encontrou com sua amada Sophia, mas não ficou muito tempo. Tinha que fazer algo que sua avó tinha lhe pedido para não fazer, iria encontrar com outra família de magos, uma família de origem chinesa, por sorte eles tinham se mudado para o Brasil. Era uma das três famílias de magos que existia no Brasil, a viagem para a cidade onde se localizava os membros principais da família era de quatro horas de carro, então ele alugou um carro e foi, não podia depender só da sorte, sim, era muita sorte a Sophia estar viva, mas a sorte o traiu e deixou ela em coma.
A vegetação foi mudando ao longo da sua viagem, o clima tropical deu espaço para um clima mais frio, o peito de Laplace doía, estava nervoso, esperava está certo, pois se ele perdesse o seu poder ou morresse acabaria com a única oportunidade de trazer Sophia de volta, ele tinha que voltar vivo. A dúvida começou a tomar conta de seu coração, pensou várias vezes em fazer o retorno, mas por algum motivo continuou, ele tinha alguns truques na manga, estava levando com ele alguns itens mágicos da sua família para se proteger.
Chegou em uma cidade pequena, tinha uma igreja grande e uma bela praça, estacionou o carro e foi pedir informação em um bar não muito longe da praça.
- O Jun Yi! Ele mora subindo a montanha, pega a primeira direita, a terceira esquerda, siga reto, depois de uma pedra gigante perto da estrada, conte três ruas e vire a direita, novamente siga reto e chegará. - Falou o tono do boteco com um belo sorriso no rosto.
O Jun Yi era um dos nomes que estava na anotação de sua mãe, provavelmente ele era uma pessoa boa, afinal a sua mãe talvez já tinha o conhecido e tinha sobrevivido ao encontro, um dos motivos dele ter ido contra o conselho, acreditava que sua avó estava super protetora depois do que aconteceu com sua mãe.
Agradeceu o dono do bar, ligou o carro e seguiu rumo a casa de Jun Yi. O muro que cobria a casa era uma alta e grande cerca viva, havia dois vigias na porta, tinha algo diferente neles, pegou um pequeno cristal azul e olhou através dele, os vigiais estavam encantados, começou a questionar se o dono do bar também não estava, foi irresponsável em não verificar isso, provavelmente o dono do bar tinha o mandado por uma cilada. Mas a energia que emergia dos vigias, era diferente do dono do bar, não tinha sentido nada de diferente neles, era uma magia muito porca a que estavam nos vigias, mesmo destreinado conseguia sentir e pensando a respeito, talvez, a magia do dono do bar era algo bem-feito. Ele tinha que está errado, os vigias começaram a vir em sua direção. Poderia ter ligado o carro e dado meia volta, mas escolheu sair do carro.
- Belo dia! - Berrou o Laplace com um sorriso no rosto.
-Você se perdeu? - Falou o vigia mais alto, sem mudar sua face.
- Não – Laplace tentava se controlar e ser o mais amigável possível – estou procurando o senhor Jun Yi.
-Infelizmente ele não se encontra. Apenas sua filha Mizuki.
-Então eu voltou depois! – Resolveu recuar, queria conversar pessoalmente com o Jun Yi.
Laplace deu meia volta enquanto caminhava para o carro bateu em um espécie de campo de força, a batida foi feia e ele caiu no chão meio zonzo.
- Mizuki quer muito conhecer você.
- A sim. Acho que não tenho escolha. - disse se levantando de mau humor e com um certo receio crescendo em seu âmago.
Um dos vigias abriu o portão, enquanto o outro vigiava Laplace, entraram e caminharam um pouco, havia outros vigias, não eram muitos, mas estavam bem distribuídos, seria muito complicado fugir sem ser visto, ele estava realmente encrencado, tinha algo que era possível quebrar qualquer barreira, só tinha que distrair o guarda, mas para piorar a sua situação outros vigias se juntaram a eles. Finalmente chegaram na sala onde se encontrava Mizuki.
- Então você é o Laplace? - Falou Mizuki dando um sorriso.
- Me desculpe, mas como você sabe meu nome?
- Vamos dizer que consigo ler mentes.
- Então você já sabe o porquê estou aqui?
- Provavelmente! Mas quero ouvir da sua boca. Quem sabe eu não me emociono.
Mizuki era uma bela moça, era alta, tinha cabelo grande e escuro, liso caindo como uma cascata até suas panturrilhas, tinha um visível traço oriental.
- Por favor! – Laplace ajoelhou. – Preciso de sua ajuda, da sua magia, do conhecimento da sua família. Tem uma pessoa que é muito preciosa para mim e eu não posso fazer nada! - Lágrimas escorriam pelo seu rosto molhando o chão.
- Eu amo quando as pessoas se ajoelham diante de mim, me sinto poderosa! Mas você foi muito tolo ao tentar entrar em contato com a minha família, você chegou a pensar que nós te ajudaríamos? Você acha que eu seria tola de perder a oportunidade de matar o ultimo membro da família Damiani? Cada um tem um desejo e o meu agora é extrair seu poder até a última gota.
A situação tinha ficado muito ruim para Laplace, por sorte Mizuki confiava muito no seu poder ao ponto de nem verificar o que ele tinha na roupa. Rapidamente Laplace pegou três cristais vermelhos, sussurrou um encantamento e os jogou no chão, paralelamente Mizuki ordenou que os guardas impedissem ele. Uma grande fumaça tomou conta do lugar. Mizuki usando um leque balançou três vezes e a fumaça toda se esvaeceu.
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