quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Jun Yi e Mizuki!

- Deixa isso comigo.

- Tudo bem. Vou no hospital, quando voltar planejamos melhor.

Laplace saiu, foi rumo ao hospital e encontrou com sua amada Sophia, mas não ficou muito tempo. Tinha que fazer algo que sua avó tinha lhe pedido para não fazer, iria encontrar com outra família de magos, uma família de origem chinesa, por sorte eles tinham se mudado para o Brasil. Era uma das três famílias de magos que existia no Brasil, a viagem para a cidade onde se localizava os membros principais da família era de quatro horas de carro, então ele alugou um carro e foi, não podia depender só da sorte, sim,  era muita sorte a Sophia estar viva, mas a sorte o traiu e deixou ela em coma.

A vegetação foi mudando ao longo da sua viagem, o clima tropical deu espaço para um clima mais frio, o peito de Laplace doía, estava nervoso, esperava está certo, pois se ele perdesse o seu poder ou morresse acabaria com a única oportunidade de trazer Sophia de volta, ele tinha que voltar vivo. A dúvida começou a tomar conta de seu coração, pensou várias vezes em fazer o retorno, mas por algum motivo continuou, ele tinha alguns truques na manga, estava levando com ele alguns itens mágicos da sua família para se proteger.

Chegou em uma cidade pequena, tinha uma igreja grande e uma bela praça, estacionou o carro e foi pedir informação em um bar não muito longe da praça.

- O Jun Yi! Ele mora subindo a montanha, pega a primeira direita, a terceira esquerda, siga reto, depois de uma pedra gigante perto da estrada, conte três ruas e vire a direita, novamente siga reto e chegará. - Falou o tono do boteco com um belo sorriso no rosto.

O Jun Yi era um dos nomes que estava na anotação de sua mãe, provavelmente ele era uma pessoa boa, afinal a sua mãe talvez já tinha o conhecido e tinha sobrevivido ao encontro, um dos motivos dele ter ido contra o conselho, acreditava que sua avó estava super protetora depois do que aconteceu com sua mãe.

Agradeceu o dono do bar, ligou o carro e seguiu rumo a casa de Jun Yi. O muro que cobria a casa era uma alta e grande cerca viva, havia dois vigias na porta, tinha algo diferente neles, pegou um pequeno cristal azul e olhou através dele, os vigiais estavam encantados, começou a questionar se o dono do bar também não estava, foi irresponsável em não verificar isso, provavelmente o dono do bar tinha o mandado por uma cilada. Mas a energia que emergia dos vigias, era diferente do dono do bar, não tinha sentido nada de diferente neles, era uma magia muito porca a que estavam nos vigias, mesmo destreinado conseguia sentir e pensando a respeito, talvez, a magia do dono do bar era algo bem-feito. Ele tinha que está errado, os vigias começaram a vir em sua direção. Poderia ter ligado o carro e dado meia volta, mas escolheu sair do carro.

- Belo dia! - Berrou o Laplace com um sorriso no rosto.
-Você se perdeu? - Falou o vigia mais alto, sem mudar sua face.
- Não – Laplace tentava se controlar e ser o mais amigável possível – estou procurando o senhor Jun Yi.
-Infelizmente ele não se encontra. Apenas sua filha Mizuki.
-Então eu voltou depois! – Resolveu recuar, queria conversar pessoalmente com o Jun Yi.

Laplace deu meia volta enquanto caminhava para o carro bateu em um espécie de campo de força, a batida foi feia e ele caiu no chão meio zonzo.

- Mizuki quer muito conhecer você.
- A sim. Acho que não tenho escolha. - disse se levantando de mau humor e com um certo receio crescendo em seu âmago.

Um dos vigias abriu o portão, enquanto o outro vigiava Laplace, entraram e caminharam um pouco, havia outros vigias, não eram muitos, mas estavam bem distribuídos, seria muito complicado fugir sem ser visto, ele estava realmente encrencado, tinha algo que era possível quebrar qualquer barreira, só tinha que distrair o guarda, mas para piorar a sua situação outros vigias se juntaram a eles. Finalmente chegaram na sala onde se encontrava  Mizuki.

- Então você é o Laplace? - Falou Mizuki dando um sorriso.
- Me desculpe, mas como você sabe meu nome?
- Vamos dizer que consigo ler mentes.
- Então você já sabe o porquê estou aqui?
- Provavelmente! Mas quero ouvir da sua boca. Quem sabe eu não me emociono.

Mizuki era uma bela moça, era alta, tinha cabelo grande e escuro, liso caindo como uma cascata até suas panturrilhas, tinha um visível traço oriental.

- Por favor! – Laplace ajoelhou. – Preciso de sua ajuda, da sua magia, do conhecimento da sua família. Tem uma pessoa que é muito preciosa para mim e eu não posso fazer nada! - Lágrimas escorriam pelo seu rosto molhando o chão.

- Eu amo quando as pessoas se ajoelham diante de mim, me sinto poderosa! Mas você foi muito tolo ao tentar entrar em contato com a minha família, você chegou a pensar que nós te ajudaríamos? Você acha que eu seria tola de perder a oportunidade de matar o ultimo membro da família Damiani?  Cada um tem um desejo e o meu agora é extrair seu poder até a última gota.

A situação tinha ficado muito ruim para Laplace, por sorte Mizuki confiava muito no seu poder ao ponto de nem verificar o que ele tinha na roupa. Rapidamente Laplace pegou três cristais vermelhos, sussurrou um encantamento e os jogou no chão, paralelamente Mizuki ordenou que os guardas impedissem ele. Uma grande fumaça tomou conta do lugar. Mizuki usando um leque balançou três vezes e a fumaça toda se esvaeceu.

- Você acha que truques baratos vão te salvar?! - Mizuki mordeu os lábios, uma perseguição a deixava excitada.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Diario


Laplace acordou cedo, tomou um café amargo da padaria e foi rapidamente para o hospital, mas não conseguiu ver a Sophia, pois ela estava se preparando para a cirurgia, sentou em uma cadeira e começou a ler o diário dela.

Finalmente é o dia do Anime Festival, estava muito ansiosa por esse dia, a minha fantasia já estava pronta a vária semanas. 
Cheguei no evento e encontrei de cara com a Babi, e fiquei esperando um bom tempo a Ju chegar, como sempre ela estava atrasada. Na fila um menino me chamou a atenção, ele não era muito alto, tinha mais ou menos o meu tamanho, mas o cabelo dele era todo branco com um brilho cinzento, quase prateado, achei naquele momento que era uma pintura. A Ju chegou e fomos para o Karaokê, eu amo ver as pessoas cantando, fiquei lá pouco tempo, pois tinha me escrito em um concurso de Cosplay, a minha fantasia de Sakura foi o maior sucesso, acho que esses animes clássicos nunca saem de moda. Um menino com uma fantasia de fantasma de lençol florido me chamou para tomar uma raspadinha com ele. Fui e ele me criticou por eu ser uma Sakura loira, eu não sou de escrever mal de ninguém, mas ele como fantasma de lençol não poderia falar nada da minha fantasia. Quando entramos na fila para comprar as raspadinha ele tirou o lençol e por coincidência era o mesmo menino de cabelo branco da fila, fiquei muito tímida e nervosa, será que ele reparou que eu fiquei encarando ele como uma idiota?
A Babi, a Ju e alguns colegas de classe vieram para perto de nós e começaram a puxar conversa. A Babi falou para todo mundo que eu tinha o sonho de ser uma Card Captor, eles começaram a rir, o menino de cabelo branco me defendeu. Eu fiquei com muita vergonha, com vontade de sair correndo, mas respirei fundo e confirmei, pois esse era o meu sonho, não tinha porquê eu ter vergonha dele. É um sonho, sonhar é errado? Creio que não. A Ju sonha em conseguir um marido e ser dona de casa, a Babi sonha em ser uma aeromoça, o que será que o menino de cabelo branco sonha? Todos ficaram calados, até que o menino de cabelos brancos falou para nunca desistir dos meus sonhos, jurei para todos que ia conseguir realizá-lo. Ju, e Babi foram embora e finalmente eu e o senhor fantasma estávamos sozinhos. Comecei a falar de animes e filmes com ele, ele não conhece muito sobre isso, o que me leva a segunda questão, o que uma pessoa que não gosta de animes e mangás está fazendo em um festival de anime? Depois de um tempo conversando e congelando os nossos cérebros, reparei que não sabia o nome dele, quanto ia perguntar surgi a Ju do nada e me puxa falando que estava na hora de começar o desfile. Gritei para ele um obrigado, e fui para o desfile. Não ganhei o desfile, mas reparei que o fantasma ficou lá me observando desfilar. Depois do desfile fui procurar o menino de cabelo branco e não o achei. Voltei para casa muito cansada e um pouco triste.

Obs 1: Senti uma boa energia do menino fantasma de cabelo branco.
Obs 2: Acho que a Babi está com raiva de mim, mas, já pedi desculpa pelo lance que aconteceu na escola. Tenho que falar com ela de novo.

A cirurgia, tinha sido um sucesso, agora era só esperar Sophia acordar.
Passou-se um dia e nada, era normal, ela tinha tomado vários remédios, passou outro dia e Laplace começou a ficar preocupado, Sophia já estava em um quarto que poderia receber visita, passou outro dia e ela continuava perdida em seus sonhos, passou mais uma semana e os médicos não sabiam o que estava acontecendo. Sophia foi submetida a uma bateria de exames e nada foi detectado, aparentemente ela estava normal, seu cabelo tinha sido raspado onde eles tiveram que abrir seu crânio para realizar a cirurgia. Passou três semanas e Sophia permanecia adormecida. Não havia nenhum registro de algo assim na historia dos hospital. Os pais da Sophia cogitaram em mudá-la de hospital, mas esse era o melhor que eles podiam pagar.

Laplace não aguentava mais, tinha que fazer algo, ele podia fazer algo, tinha magia no seu sangue, saiu correndo e ligou para sua avó. Subiu no sótão e pegou o livro que sua mãe tinha lhe deixado de herança.

-Por favor me ajude!
-Você sabe que eu não posso mais fazer magia e a nossa família não é especialista em magia de cura.
-Eu sei!
-Não, me desculpe. Você não é culpado pelo que aconteceu com sua mãe.
- E quem citou ela na conversa!? Deixa... - Respirou fundo. - O que eu devo fazer?
-Eu não tenho mais poderes, mas ainda sei ler as cartas, se você quiser posso revelar o conselho que elas dão. Mais infelizmente é só isso que eu posso fazer, queria te ajudar, juro meu neto.

Dona Alderte, avó do Laplace, chegou o mais rápido que podia, cumprimentou o neto e  pegou um baralho comum e começou a colocar na mesa.

- Está dizendo, que muita dor e sofrimento estão por vir. Que você vai ter que fazer uma escolha difícil, a mais difícil de toda sua vida.

Dona Alderte, pegou o baralho deu para o neto e pediu para ele cortar em três montes, então começou a revelar as cartas e colocá-las sobre a mesa.

- Está falando que para mudar a situação da menina, você tem que tentar realizar o sonho dela, mas é uma jornada perigosa, esta falando que...

- Está falando que???

- Que os dois vão ser muito felizes depois que você voltar da sua aventura.

- Então é isso? Tenho que realizar o desejo dela para ela acordar? Não deve ser algo difícil uma vez que somos magos... E você tem muito conhecimento!

- Qual seria o desejo dela?

- Ela sempre sonhou em ter as Cartas Clow. – Laplace saiu correndo, e pegou o envelope com as cartas, e mostrou a avó. – No total são 19 cartas que realmente fazem parte do mangá da Sakura. 2 dessas cartas estão no anime, e uma foi a Sophia que fez, e tem uma em branco.

- Você já viu todas as cartas?

- Sim, menos a que ela criou, provavelmente é a última ou a penúltima.

- A sim. O Fogo, a Água, a Terra, o Vento. São cartas elementais, provavelmente vai ser fácil fazer elas. A carta que ela fez provavelmente é a mais difícil de você conseguir.

- Não seria então mais prático, eu já procurar  ajuda? Sair em busca de algo que possa realmente ajudá-la. Algum bruxo, feiticeiro ou mago com o poder de cura?

-Você não vai conseguir ninguém nesse mundo que vai querer te ajudar. Eles vão querer roubar seus poderes. Você sabe o porquê de ter poucas pessoas com poderes mágicos nessa dimensão?! É a sede de poder, muitos magos matam outros para consegui mais poder. - Dona Alderte tentou não tocar no nome de sua filha quanto falava desse assunto. 

-Entendo. Em outras dimensões, devem existir magos bons.

-E existe, a questão é encontrá-los.

-Eu vou em todas as dimensões atrás de curandeiros e etc.

- Abra o livro que você herdou da sua mãe. Abra na página que fala sobre portais. O que está dizendo ai?

- Está falando que grandes bruxos conseguem viajar no máximo uma vez para outra dimensão, e não há nenhum relatório de alguém que tenha voltado e os bruxos que vieram para essa dimensão não conseguiram usar o poder novamente. O que indica que é um poder que se pode usar apenas uma vez. Para contornar essa situação, o uso de portais é o mais indicado. Então é só ir criando vários portais certos? Assim eu consigo ir para outras dimensões.

- Continue lendo.

- Está explicando como criar um portal...E tem uma lista de ingredientes e símbolos mágicos.

- Sim. Um dos ingredientes é uma pedra de ether. E no poder de nossa família, só tem uma. O que significa que você vai poder fazer apenas um portal.

- Então terei que contar com a sorte para poder ajudar a Sophia? Isso não é justo!

- Olhe meu neto, estou disposto a te ajudar na sua jornada. Seja seguindo o conselho das cartas ou não. Para isso pretendo mudar para cá.

- Tudo bem. Faça o que você achar melhor. Eu criarei o portal e irei em busca de uma cura para Sophia.

Laplace foi para o seu quarto, não queria saber de nada. Tinha que se preparar para sua viagem, pensou em ligar para o seu odiado pai. Seu pai era um incrível feiticeiro, um ladrão inescrupuloso que conseguiu elevar seu poder roubando a magia de outras famílias. Primeiro conquistava suas vítimas, depois roubava a magia e itens mágicos. Sua mãe foi uma vítima da sua ganância e sede de poder. No caso de sua mãe foi um pouco pior, pois ela estava grávida dele e era bem provável que ele sabia, afinal ele era um bruxo poderoso e conseguiria sentir se uma pessoa estava grávida ou não.

O ódio de Laplace fez com que ele não ligasse para o seu pai, mas por Sophia ele passaria por cima desse ódio e procuraria seu pai, mas isso só em ultimo caso. Agora ele tinha uma possibilidade e não precisaria pedir ajuda para ele.



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dia Chuvoso

A chuva caía do lado de fora, Laplace olhava para a única pessoa que ele se importava no universo e ela estava morrendo. E com isso ele também morria, não uma morte física, mas sua alma afundava no reino da morte rapidamente. Estava em um quarto de hospital, segurando a mão macia de sua amada Sophia.

- La! - falou a Sophia com seus olhos fechados – Obrigada por cuidar de mim!

- Não precisa agradecer por isso, meu bem.

- Eu sonhei com o dia que a gente se conheceu. Você ainda se lembra?

- Sim, sim. Foi em um festival de anime.

- Estava vestida como Sakura.

- Sim. Sim. Bons tempo aqueles. Você é a minha Sakura loira.

 - Você me criticou por isso – Sophia abriu os olhos. – Falou que eu poderia ter usado uma peruca.

- Era brincadeira
.
-É, eu te retruquei, falando que um fantasma de lençol de florzinha não tinha o direito nenhum de me criticar.

Os dois começaram a rir alto, a chuva se tornou uma tempestade sombria e agitada, com ventos uivando e relâmpagos rasgando o céu escuro.

- Naquela época eu queria muito poder fazer magia, ter as minhas próprias cartas Clow. E jurei para todos que um dia iria conseguir. Meus amigos riram de mim, falaram que eu tinha que crescer e que era ridículo uma menina de 16 anos, sonhar com isso. E você, o fantasma do lençol, que nem me conhecia, me chamou para tomar uma raspadinha de gelo... E falou para não desistir dos meus sonhos!

- Sim, eu me lembro! Falei que você era velha demais para ser uma garota mágica, mas poderia adquirir o título de sacerdotisa, a mais bela sacerdotisa dos conhecimentos ocultos.

- Sim, e eu comecei a chorar, sempre fui meio chorona! E você tinha um lenço no bolso, e me deu. Eu não tinha percebido naquela época, mas tinha encontrado o amor da minha vida... E você foi a melhor coisa que já aconteceu comigo! Eu te amo muito!

-Eu também te amo.

-Eu pedi para minha mãe trazer uma coisa ontem – Sophia se levantou um pouco, devagar, se inclinou e pegou uma caixa que estava em uma mesinha ao lado da cama. - vamos ficar um bom tempo sem nos vermos, estou com medo de que seja para sempre.

- Não fale isso Sophia! Por favor não fale, tudo vai dar certo! – Laplace, gritou ao mesmo tempo que começava a chorar.

- Por favor deixa eu terminar! – disse Sophia com um sorriso no rosto. Abriu a caixa e dentro dela havia um envelope, um diário, um lenço, um mangá da primeira edição da Card Captor Sakura e uma foto dos dois juntos no festival de anime onde ela sorria fantasiada de Sakura e ele segurava o lençol florido com a mão direita e abraçava ela com a outra mão. – Eu quero que você fique com isso.

- Eu me recurso! São suas coisas, o mangá que te dei.

- Por favor! – sussurrou Sophia - Por favor, fique com elas.

-Tudo bem, mas quando você sair do hospital eu te devolvo tudo!

- Dentro do envelope tem vinte e três cartas, sendo dezenove que estão no mangá, a minha carta preferida no anime, e a sua também, uma carta que eu inventei, e uma carta em branco para você inventar uma. Fui na gráfica e imprimir os modelos em branco, e comecei a fazer os desenhos neles, deste a minha última recaída.

- O horário de visita acabou, senhor! – avisou a enfermeira, entrando com uma bandeja onde havia vários comprimidos.

- Ok! - Um aperto tomou conta de seu coração e uma tristeza caiu sobre ele. - Sophia, você vai ficar bem, eu prometo! - Ele lhe deu um abraço demorado e um beijo carinhoso e saiu do quarto.

A enfermeira deu alguns comprimidos para Sophia, que rapidamente caiu em um sono profundo, a tempestade estava muito mais forte. Laplace caminhou para o banheiro, lavou seu rosto, se olhou no espelho e reparou que estava barbudo e cabeludo, já tinha meses que não fazia nenhum dos dois. Passou na sala de espera, cumprimentou alguns parentes de Sophia que ainda estavam no hospital e depois foi para o lado de fora do hospital, observar a chuva.

Abriu o envelope e a primeira carta que estava lá era The Arrow, a carta capturada no primeiro filme, era a carta preferida dele, gostava muito de praticar com arco e flechar.

- A vida é injusta!

A tempestade não passava, o primo de Sophia estava de carro e ofereceu uma carona para o Laplace. Chegando em casa, viu que havia várias mensagens no seu telefone da sua avô, excluiu todas. Subiu no sótão e começou a procurar pelo baú antigo da sua família, ele pensava que realmente deveria fazer algo para ajudar Sophia, mas desistiu da ideia e deixou o baú onde estava, intocado. Foi direito para o seu quarto, pegou o telefone e colocou ao seu lado, deitou na cama e começou a chorar.