Laplace acordou cedo, tomou um café amargo da padaria e foi rapidamente para o hospital, mas não conseguiu ver a Sophia, pois ela estava se preparando para a cirurgia, sentou em uma cadeira e começou a ler o diário dela.
Finalmente é o dia do Anime Festival, estava muito ansiosa por esse dia, a minha fantasia já estava pronta a vária semanas.
Cheguei no evento e encontrei de cara com a Babi, e fiquei esperando um bom tempo a Ju chegar, como sempre ela estava atrasada. Na fila um menino me chamou a atenção, ele não era muito alto, tinha mais ou menos o meu tamanho, mas o cabelo dele era todo branco com um brilho cinzento, quase prateado, achei naquele momento que era uma pintura. A Ju chegou e fomos para o Karaokê, eu amo ver as pessoas cantando, fiquei lá pouco tempo, pois tinha me escrito em um concurso de Cosplay, a minha fantasia de Sakura foi o maior sucesso, acho que esses animes clássicos nunca saem de moda. Um menino com uma fantasia de fantasma de lençol florido me chamou para tomar uma raspadinha com ele. Fui e ele me criticou por eu ser uma Sakura loira, eu não sou de escrever mal de ninguém, mas ele como fantasma de lençol não poderia falar nada da minha fantasia. Quando entramos na fila para comprar as raspadinha ele tirou o lençol e por coincidência era o mesmo menino de cabelo branco da fila, fiquei muito tímida e nervosa, será que ele reparou que eu fiquei encarando ele como uma idiota?
Cheguei no evento e encontrei de cara com a Babi, e fiquei esperando um bom tempo a Ju chegar, como sempre ela estava atrasada. Na fila um menino me chamou a atenção, ele não era muito alto, tinha mais ou menos o meu tamanho, mas o cabelo dele era todo branco com um brilho cinzento, quase prateado, achei naquele momento que era uma pintura. A Ju chegou e fomos para o Karaokê, eu amo ver as pessoas cantando, fiquei lá pouco tempo, pois tinha me escrito em um concurso de Cosplay, a minha fantasia de Sakura foi o maior sucesso, acho que esses animes clássicos nunca saem de moda. Um menino com uma fantasia de fantasma de lençol florido me chamou para tomar uma raspadinha com ele. Fui e ele me criticou por eu ser uma Sakura loira, eu não sou de escrever mal de ninguém, mas ele como fantasma de lençol não poderia falar nada da minha fantasia. Quando entramos na fila para comprar as raspadinha ele tirou o lençol e por coincidência era o mesmo menino de cabelo branco da fila, fiquei muito tímida e nervosa, será que ele reparou que eu fiquei encarando ele como uma idiota?
A Babi, a Ju e alguns colegas de classe vieram para perto de nós e começaram a puxar conversa. A Babi falou para todo mundo que eu tinha o sonho de ser uma Card Captor, eles começaram a rir, o menino de cabelo branco me defendeu. Eu fiquei com muita vergonha, com vontade de sair correndo, mas respirei fundo e confirmei, pois esse era o meu sonho, não tinha porquê eu ter vergonha dele. É um sonho, sonhar é errado? Creio que não. A Ju sonha em conseguir um marido e ser dona de casa, a Babi sonha em ser uma aeromoça, o que será que o menino de cabelo branco sonha? Todos ficaram calados, até que o menino de cabelos brancos falou para nunca desistir dos meus sonhos, jurei para todos que ia conseguir realizá-lo. Ju, e Babi foram embora e finalmente eu e o senhor fantasma estávamos sozinhos. Comecei a falar de animes e filmes com ele, ele não conhece muito sobre isso, o que me leva a segunda questão, o que uma pessoa que não gosta de animes e mangás está fazendo em um festival de anime? Depois de um tempo conversando e congelando os nossos cérebros, reparei que não sabia o nome dele, quanto ia perguntar surgi a Ju do nada e me puxa falando que estava na hora de começar o desfile. Gritei para ele um obrigado, e fui para o desfile. Não ganhei o desfile, mas reparei que o fantasma ficou lá me observando desfilar. Depois do desfile fui procurar o menino de cabelo branco e não o achei. Voltei para casa muito cansada e um pouco triste.
Obs 1: Senti uma boa energia do menino fantasma de cabelo branco.
Obs 2: Acho que a Babi está com raiva de mim, mas, já pedi desculpa pelo lance que aconteceu na escola. Tenho que falar com ela de novo.
A cirurgia, tinha sido um sucesso, agora era só esperar Sophia acordar.
Passou-se um dia e nada, era normal, ela tinha tomado vários remédios, passou outro dia e Laplace começou a ficar preocupado, Sophia já estava em um quarto que poderia receber visita, passou outro dia e ela continuava perdida em seus sonhos, passou mais uma semana e os médicos não sabiam o que estava acontecendo. Sophia foi submetida a uma bateria de exames e nada foi detectado, aparentemente ela estava normal, seu cabelo tinha sido raspado onde eles tiveram que abrir seu crânio para realizar a cirurgia. Passou três semanas e Sophia permanecia adormecida. Não havia nenhum registro de algo assim na historia dos hospital. Os pais da Sophia cogitaram em mudá-la de hospital, mas esse era o melhor que eles podiam pagar.
Laplace não aguentava mais, tinha que fazer algo, ele podia fazer algo, tinha magia no seu sangue, saiu correndo e ligou para sua avó. Subiu no sótão e pegou o livro que sua mãe tinha lhe deixado de herança.
-Por favor me ajude!
-Você sabe que eu não posso mais fazer magia e a nossa família não é especialista em magia de cura.
-Eu sei!
-Não, me desculpe. Você não é culpado pelo que aconteceu com sua mãe.
- E quem citou ela na conversa!? Deixa... - Respirou fundo. - O que eu devo fazer?
-Eu não tenho mais poderes, mas ainda sei ler as cartas, se você quiser posso revelar o conselho que elas dão. Mais infelizmente é só isso que eu posso fazer, queria te ajudar, juro meu neto.
Dona Alderte, avó do Laplace, chegou o mais rápido que podia, cumprimentou o neto e pegou um baralho comum e começou a colocar na mesa.
- Está dizendo, que muita dor e sofrimento estão por vir. Que você vai ter que fazer uma escolha difícil, a mais difícil de toda sua vida.
Dona Alderte, pegou o baralho deu para o neto e pediu para ele cortar em três montes, então começou a revelar as cartas e colocá-las sobre a mesa.
- Está falando que para mudar a situação da menina, você tem que tentar realizar o sonho dela, mas é uma jornada perigosa, esta falando que...
- Está falando que???
- Que os dois vão ser muito felizes depois que você voltar da sua aventura.
- Então é isso? Tenho que realizar o desejo dela para ela acordar? Não deve ser algo difícil uma vez que somos magos... E você tem muito conhecimento!
- Qual seria o desejo dela?
- Ela sempre sonhou em ter as Cartas Clow. – Laplace saiu correndo, e pegou o envelope com as cartas, e mostrou a avó. – No total são 19 cartas que realmente fazem parte do mangá da Sakura. 2 dessas cartas estão no anime, e uma foi a Sophia que fez, e tem uma em branco.
- Você já viu todas as cartas?
- Sim, menos a que ela criou, provavelmente é a última ou a penúltima.
- A sim. O Fogo, a Água, a Terra, o Vento. São cartas elementais, provavelmente vai ser fácil fazer elas. A carta que ela fez provavelmente é a mais difícil de você conseguir.
- Não seria então mais prático, eu já procurar ajuda? Sair em busca de algo que possa realmente ajudá-la. Algum bruxo, feiticeiro ou mago com o poder de cura?
-Você não vai conseguir ninguém nesse mundo que vai querer te ajudar. Eles vão querer roubar seus poderes. Você sabe o porquê de ter poucas pessoas com poderes mágicos nessa dimensão?! É a sede de poder, muitos magos matam outros para consegui mais poder. - Dona Alderte tentou não tocar no nome de sua filha quanto falava desse assunto.
-Entendo. Em outras dimensões, devem existir magos bons.
-E existe, a questão é encontrá-los.
-Eu vou em todas as dimensões atrás de curandeiros e etc.
- Abra o livro que você herdou da sua mãe. Abra na página que fala sobre portais. O que está dizendo ai?
- Está falando que grandes bruxos conseguem viajar no máximo uma vez para outra dimensão, e não há nenhum relatório de alguém que tenha voltado e os bruxos que vieram para essa dimensão não conseguiram usar o poder novamente. O que indica que é um poder que se pode usar apenas uma vez. Para contornar essa situação, o uso de portais é o mais indicado. Então é só ir criando vários portais certos? Assim eu consigo ir para outras dimensões.
- Continue lendo.
- Está explicando como criar um portal...E tem uma lista de ingredientes e símbolos mágicos.
- Sim. Um dos ingredientes é uma pedra de ether. E no poder de nossa família, só tem uma. O que significa que você vai poder fazer apenas um portal.
- Então terei que contar com a sorte para poder ajudar a Sophia? Isso não é justo!
- Olhe meu neto, estou disposto a te ajudar na sua jornada. Seja seguindo o conselho das cartas ou não. Para isso pretendo mudar para cá.
- Tudo bem. Faça o que você achar melhor. Eu criarei o portal e irei em busca de uma cura para Sophia.
Laplace foi para o seu quarto, não queria saber de nada. Tinha que se preparar para sua viagem, pensou em ligar para o seu odiado pai. Seu pai era um incrível feiticeiro, um ladrão inescrupuloso que conseguiu elevar seu poder roubando a magia de outras famílias. Primeiro conquistava suas vítimas, depois roubava a magia e itens mágicos. Sua mãe foi uma vítima da sua ganância e sede de poder. No caso de sua mãe foi um pouco pior, pois ela estava grávida dele e era bem provável que ele sabia, afinal ele era um bruxo poderoso e conseguiria sentir se uma pessoa estava grávida ou não.
O ódio de Laplace fez com que ele não ligasse para o seu pai, mas por Sophia ele passaria por cima desse ódio e procuraria seu pai, mas isso só em ultimo caso. Agora ele tinha uma possibilidade e não precisaria pedir ajuda para ele.

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